Vou andando por aqui:
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Cheguei ao limite. Preciso de mais descanso. Ter um blogue individual e mantê-lo actualizado é uma tarefa árdua. Sobretudo quando ele - apesar de individual - deixa de ser só nosso e passa a ser de todos quantos por ele passam e deixam ficar (ou não) a sua marca.
É claro que poderia manter o "estabelecimento" aberto e vir aqui só de vez em quando. Conheço-me, porém, para saber que nunca seria assim. Logo, a decisão terá de ser radical.
Lamento muito, muito mesmo. Este blogue foi uma aventura extraordinária, onde conquistei muitos novos amigos e, talvez, alguns (poucos) inimigos. E muitos mais leitores do que merecia.
Há muito de mim nas palavras que aqui deixei. Não raro deixei transparecer estados-de-alma, aflições, alegrias, angústias e tristezas. Há textos que falam de mim e outros que falam de outras pessoas, cujas histórias fui contando de forma romanceada, nem sempre estabelecendo uma fronteira entre uns e outros. Há quem tenha lido por aqui exaltadas declarações de amor e quem visse nos mesmos textos, apenas, um exercício de retórica, o que me levou, algumas vezes, a ter de explicar mal-entendidos. Mesmo quando é certo que, em respostas a comentários - que sempre tentei manter actualizadas - ia corrigindo leituras que não correspondiam.
Na blogosfera desde 2003, o meu afastamento não será total. Manter-me-ei, com a regularidade possível, nos outros blogues em que participo: no Delito de Opinião, no Marco 2009 e no Incursões. O facto de serem blogues colectivos exigem menor presença e, por isso, menor desgaste. Porque é de desgaste que se trata - não foi o prazer de conviver convosco que esmoreceu.
Porque sei que aprendi mais com os vossos comentários do que com o que escrevi, só posso estar grato pelas vossas palavras e pela vossa presença. A amizade que me dedicaram, essa não agradeço, porque será sempre retribuída com a mesma intensidade.
Quanto ao mais, poderemos sempre manter-nos em contacto por outros meios. Terei mais tempo para ir aos vossos blogues deixar sinais. Mas terei, sobretudo, mais tempo para descansar e, talvez, para tratar de alguns assuntos pendentes.
Admito voltar. E nessa altura, será como se não tivesse havido paragem.
Beijos e abraços para todos.
(Fecho: média de 457 visitas diárias; 957 pág. vistas diariamente)
Por motivos que agora não vêm ao caso, o campeão da pontualidade chegou atrasado que se fartou à comunhão de ontem e nem por isso muito bem disposto. Mas foi coisa de momentos. Instalado na mesa do Abel, com quem já não estava há uns tempos, e com amigos comuns que não coincidiram no tempo - as voltas que a vida dá... -, demorou pouco mais de 10 minutos para que a boa disposição regressasse. O Abel teve sempre uma ironia seca e mantém-na. Quando começou a relatar episódios das nossas vidas dos tempos de Coimbra - alguns dos quais já só lembrados, porque aconteceram quando as noites já iam longas e o estado era calamitoso - acabámos a rir até às lágrimas. Fica uma imagem: eu sempre fui muito corajoso fisicamente, com algumas cenas memoráveis de pugilato pelo meio, mas não em todas as circunstâncias. Relembrou o Abel - e bem -, que numa garraiada na Figueira da Foz, para onde tínhamos seguido directos do Baile de Gala de uma qualquer Queima-das-Fitas, a minha figura foi deplorável: quando a arena estava vazia, eu entrava nela com ar de grande matador; quando pressentia que ia entrar o bicho, ala que se faz tarde... Sempre tive dificuldade em lidar com a irracionalidade.

Lembro-me bem: ela era dois ou três anos mais velha do que eu, quando dois ou três anos ou quatro faziam a sua diferença e eram uma eternidade e havia mais coisas que faziam a diferença. Eu olhava-a com olhos aflitos, infinitos, vorazes, acho que lhe escrevi uma carta de amor, na pequinês dos meus 13 ou 14 anos e não me lembro que ela me tenha olhado uma vez que fosse, do alto dos seus 15 ou 16, a eternidade, portanto, e via-a como a mulher mais bonita do mundo, lá longe, inatingível, não tanto que não tivesse levado o irmão, mais novo, da minha idade, a pôr-me em estado de sítio, quando descobriu o olhar velado e lânguido, mesmo quando acho que nunca cheguei a falar-lhe. Soube, depois, que casou cedo, divorciou-se depois. Não voltei a vê-la e esqueci-a, tal como deve ser quando a improbabilidade é muita. Encontrei-a este sábado, quase por acaso, quando cumprimentava uma antiga professora e ela se me dirigiu - a primeira vez que falámos? - e me cumprimentou, um beijo, e falou comigo, sem tratamentos por tu, e, pouco depois, esboçou a história da vida dela, interrompida por quem chegava (e eram muitos) e, depois, novo encontro, voltámos a conversar sobre o viver aqui ou ali, sítios grandes ou pequenos, as pessoas de um sítio e de doutro, ela foi requisitada (aborrecida), eu também -.conversa inacabada, pois, e um sentimento de vingança, coisa que não casa bem comigo. Até porque, não sendo hoje a mulher mais bonita do mundo, mantém a pose que me impressionou quando era a mulher mais bonita do mundo.
A maré não anda boa. A madrugar no sábado, depois de uma semana agitada, para ir levar o João ao torneio de futebol a Braga - correu bem, correu bem, apesar de ter deixado em casa metade do equipamento... -, regressei a casa e não resisti a duas horitas de sono que me deixaram absorto. Compras feitas e carro lavado, voltámos a casa e decidi, então, ir ao Marco, à apresentação da candidatura do Artur Melo à Câmara, pelo Partido Socialista. Tendo sido já candidato ao lugar (pelo PSD) e sendo o actual executivo liderado pelo PSD, é óbvio que a presença causou surpresa e vai ter consequências. É pena. Mas eu sou assim e não me sinto em dívida com nada, bem pelo contrário, eu é que sou credor, mas também não reclamo.
Não quero maçá-los com pormenores - no Marco 2009 há mais -, mas a coisa não me correu muito bem. Com o anfiteatro cheio, optei por me sentar num degrau com o Joãozito, até que alguém me pergunta se a carteira caída não era minha. Minha era, mas não era a carteira: era um tacão do meu sapato. Pedi ao João que o fosse buscar discretamente e fiquei por ali, como quem não quer a coisa, a tentar recolocar a peça no lugar, enquanto um velho amigo de escola, ao lado, me perguntava se queria que fosse buscar um martelo e um prego a casa para resolver o assunto. Que não, que não valia apena, que mal acabasse o discurso do candidato eu sairia à francesa.
Com o tacão colocado, periclitante, surpreende-me o Artur a pedir que me aproxime dele. Levanto-me e ainda esboço um gesto de pânico a apontar para o sapato, mas ele não percebeu e, como estava ali Santos Silva, lembrei-me que o homem poderia ter um ataque de vontade de "malhar na direita" e lá fui, obediente, a tentar não perder o salto, calças de ganga entre fatos (não se faz, não se faz...).
Regresso a casa e o tacão ainda ali está. O João dorme e eu começo já a pensar no Domingo também atípico. Volto a ter que acordar cedo para ir até à Curia à comunhão de uma afilhada. Sim, vou estar com muitos amigos, mas o que me apetecia era dormir um dia inteiro.
(Texto integral no Delito de Opinião. E um desafio de discussão para todos, sobretudo para os que lidam com estas matérias habitualmente.)
É claro que eu não me sentiria muito confortável se visse o nosso primeiro-ministro a andar por aí com uma roupinha mal-amanhada, que se deslocasse ao estrangeiro com um ar pindérico e, assim, nos envergonhasse a todos. Mas tudo deve ter o seu equilíbrio. E confesso que não me agrada nada saber que o nosso primeiro-ministro - o PM deste país sempre à beira do precipício - é cliente regular de uma das mais caras e exclusivas lojas de roupa do mundo, em Beverly Hills, onde só entra um cliente de cada vez, com hora marcada e todo o staff de empregados à sua disposição.
A Justiça anda um bocadinho atordoada, não?
Deve ser aquecimento do computador, ou da mãe dele, sim, senhoras e senhores, porque hoje a situação parece ter-se estabilizado. Não cheguei a fazer a primeira coisa que me ocorreu, que era - literalmente - lançar um balde de água sobre o "assunto" - até eu tive a noção de que não seria grande experiência -, mas retive a informação segundo a qual um portátil pousado numa superfície lisa não era recomendável. Que fiz, então? Estou há horas com um pires - a coisa que estava mais à mão - metido na parte traseira do portátil e ainda não fez puffff. Vai arrefecendo por baixo... O que me sugere especular sobre as ligações entre a mother board e a cerâmica, mas temo não chegar a conclusão alguma. Além disso, espero não estar a ser optimista em demasia e que consiga acabar de escrever este texto.
De qualquer modo, importa esclarecer a substância da questão. Eu não ando a tentar arranjar pretexto para ir embora, Nem se tratou daquela habilidade para virem aqui dizer Não vá, olhe que faz falta! Respondo, assim, aos comentários e aos mails.
O que é certo no meio de tudo isto, é que sei que não li a maioria dos textos que aqui escrevi. O que, de resto, deve ser denunciado pela escrita descuidada, pelas gralhas, pelos erros, pelos defeitos de sintaxe. E, por um momento, senti uma enorme curiosidade de ir ler, sobretudo quando descobri que há pessoas que têm mais noção deles do que eu. Não espanta: quase todos esses textos foram apressadamente escritos, entre um sono e outro e logo esquecidos, fiel à tradição de não reler o que escrevo.
Não pretendo nada de especial com esse exercício. Talvez, apenas, saber como tem sido a vida e saber se há neles um fio condutor, ou se se trata de textos desgarrados. Mas, para isso, preciso de alguma concentração. Logo se vê como repartir o tempo.
O meu computador de casa - se é que se pode chamar "de casa" a um portátil - é um Toshiba e terá por aí três anitos, sendo que parte do tempo nem sequer foi muito utilizado. De há uma semanas a esta parte, o "bicho" endoidou: às vezes estou a escrever um daqueles lânguidos textos a que os fui habituando e, pffff, o computador desliga-se. Impropérios, sim, vastos e diversificados e, não raro, uma vontade imensa de mandar o estropício contra a parede. O problema não é ter perdido o texto - que na maioria dos casos não merece muita atenção. O problema é que não consigo escrever um texto se não o fizer de um só fôlego. Logo, quando o computador faz pufff, nem ouso, sequer, tentar retomar o que escrevia.
Não sendo muito dado a superstições, não deixo, porém, de pensar que o pfff pode ser um sinal. Um sinal nem sei bem de quê, mas talvez de que não fosse má ideia parar por uns tempos a aventura blogosférica e limitar-me a ler os que escrevem os outros. E, também a ler, pela primeira vez, o que escrevi, desde 2003 (ou 2004, já nem sei bem), quando me iniciei nas lides.
Aguardo, pois, o veredicto de quem sabe do assunto para saber se o pffff é de fácil resolução. Se tiver de comprar equipamento novo, pode muito bem estar aí o pretexto de que preciso para me dedicar a outras coisas. E vão ter saudades minhas, acreditem que vão!
Esta noite, longamente ao telefone - para quebrar a aversão ancestral a conversas telefónicas -, acabei a ler algumas coisas que fui escrevendo por aqui. Muitas delas surpreenderam-me porque não me lembrava delas. E supreendeu-me, também, saber que há quem tenha deste blogue uma ideia muito mais precisa do que a minha sobre o que nele é escrito. O que me leva a pensar que devo começar a ser um leitor de blogues - a começar por este.

Fui com o meu colega David, pelo meio da tarde, dar uma volta à Baixa e o movimento levou-nos até à Avenida dos Aliados. O cortejo da Queima das Fitas estava por perto e ficámos ali, à conversa, Os primeiros - os de medicina- chegaram envoltos em amarelo. Não pudemos ficar mais tempo, porque tinha reunião marcada. Curiosamente, não se via muito álcool e a ornamentação dos carros não era primorosa. Dos que vimos, pelo menos. Senti saudades, claro. Não da Queima do Porto, que não foi a minha academia, mas da de Coimbra dos excessos onde - consta - há episódios memoráveis que me incluem. Desde o ter perdido o carro por dois dias, até ter chegado, num cortejo, ao Parque da Cidade, mais de três horas depois do desfile ter acabado, sem que tenha dado conta disso. Com um boné de polícia em vez da cartola. Confesso que, hoje, senti alguma inveja da juventude dos que desfilavam. Nada a fazer, contudo.
«(...) Entendamo-nos, pois: a ideia não é tirar os automóveis da baixa - a ideia é que a reabilitação urbana arranje forma de criar condições para que os automóveis possam estar lá e não precisem de ser utilizados. Os quintais abandonados no miolo dos quarteirões permitem criar as garagens que tornariam os centros muito mais apetecíveis.
E convém andar depressa, antes que os escritórios e os estabelecimentos sejam obrigados a fechar por falta de clientela e porque é desconfortável ir ao centro da cidade. E, então, nem automóveis, nem pessoas - apenas um imenso deserto a qualquer hora do dia.»
(texto integral no Delito de Opinião)
O que andou a angustiar-me todo o fim-de-semana, em que me deu um ataque de preguiça, foi feito em duas horas esta segunda-feira. Tanta preocupação para nada...
Andei toda a semana a dormir intermitente. E curto. Mesmo sem grandes viagens pelo caminho, qualquer coisa apressava-me as horas, a luz verde do relógio digital, o cantarolar dos pássaros indecisos, o sol e as nuvens que se digladiavam pelo espaço, intermitência, pois, sempre elas, as horas a bater inclementes como se fossem batidas no sino da igreja, ou o cão que ladra, ou a cadela ensimesmada de cio, ou apenas eu, vadiando entre uma parede e outra, um corredor, um espaço fechado, um rodopio. Pensava eu que, curta a semana, recomporia o sono, arredaria a dor de cabeça tormentosa que me cimentou os dias, mas não, houve o jantar com amigos pela quinta-feira, vozes iradas pelas discordâncias, coisas que já não me apetecem a não ser quando é das coisas que não sei - e aí pergunto, disponível para a minha ignorância -, e das coisa que sei - disponível para o que já reflecti e aí avanço -, menos pelas coisas que são do domínio que me transcende, porque é da fé, não daquela com F grande, mas pela fé de f pequeno. Resisto bem, porque, para além da ignorância e do que sei, tenho a particularidade de não me exceder e de evitar que as dissensões alastrem. Coisas que um homem aprende, porque as aprendeu, mesmo que isso tenha sido â conta de noites más, de viagens inauditas e de muitas perplexidades e, sobretudo, de tratar da vida dos outros, que é sempre mais colorida do que a nossa quando se trata de resolvê-la. Era, pois, a sexta-feira - feriado - dia de recompor os sonos, mas não pude. Fui convocado para causa boa e ali andei, a tratar de três adolescentes ou perto disso, que dão trabalho ou, pelo menos, atenção, não vá alguma coisa correr mal, Valha-me Deus, Nossa Senhora. Fica, pois, pela frente, o sábado e o Domingo e a minha indisponibilidade para dormir, apesar de cansado e da dor de cabeça-vertigem. Sei bem que tenho ali, na pasta, um cd para ouvir, várias horas de julgamento, para responder a uma motivação de recurso e há que dar cabo dela, até porque não gosto de responder a coisas imbecis e, talvez, no Domingo, possa dormir, ainda que isso vá perturbar a noite seguinte, que é a que dá para segunda-feira, em que preciso de estar vigil. E isto não é coisa fácil, acreditem, sobretudo quando sabemos que, entretanto, pelo anos longos, continuamos a ser demolidos e não podemos fazer nada por isso, até porque há quem acredite. Piora o sono. Às vezes, temos que deixar de ser reactivos e passar a ser pró-activos e deixar de ser clementes, para que se perceba que um tipo pode estar só porque escolheu que é assim e não tem de ser de outra forma.
Vital Moreira agredido na manifestação do "1º de Maio". Tenham paciência, mas não foi para isto que se fez o "25 de Abril". Há 35 anos. Pensei que estas coisas já estavam fora de questão.
Mulher de Berlusconi obrigou-o a retirar 22 beldades das suas listas.

A história dos Três Porquinhos, na versão moderna
O Ministério da Educação pediu autorização para filmar crianças de uma escola em Castelo de Vide com o 'Magalhães'. As imagens acabaram por passar num tempo de antena do PS. Os pais não gostaram e protestaram. José Sócrates escreveu-lhes a pedir desculpas. Assunto resolvido! Só me resta uma dúvida: quem pagou o trabalho - o PS ou o Governo?
A rapariga tem 26 anos e é virgem (o signo não sei qual é). Decidiu criar o Clube das Virgens. Ao que consta, continua virgem e o clube sem sócios. Esperemos que, com estas e com outras, não acabe na capa da Playboy.
Hoje, terça-feira, dia produtivo. Comecei a fazer requerimentos à velocidade da luz, de tal modo que a Dulce não dava vazão. Explico: depois de ter descoberto que já não sabia alinhar duas frases seguidas a escrever à mão, decidi, há uns tempos, recomeçar a escrever à mão e a Dulce passa para o computador. E já volto a conseguir ler o que escrevo, na minha letrinha miúda e que, segundo a minha filha, parece um electrocardiograma. Para abortar a minha fúria "requerimental", a Dulce desceu ao andar de baixo para pedir ao David que me fosse buscar para ir tomar um café. Só que o David também estava em fúria laboral e não foi. Quem acabou por salvar a situação foi o meu filho que, preguiçoso e reivindicativo, conseguiu obrigar-me a sair mais cedo para ir buscá-lo ao lado da escola. Agora estou cansado, pois estou.

Ainda que sem boné, andou todo o fim-de-semana a contar as horas, porque, hoje, aí pela hora de almoço, completa 13 anos e - diz - começa a ser adolescente. Estão a ver a importância: o João já não é mais uma criança - é um adolescente. E a Mariana, altaneira nos seus 18 anos, vai ter que começar a perceber a diferença. E eu terei que habituar-me à ideia. Enquanto não, parabéns, meu menino querido, companheiro de pequenas aventuras.
São as "cougar" - as "puma", em português: mulheres já entradotas, sofisticadas, independentes, confiantes e sensuais, frequentadoras de ginásios, adeptas do botox e de outras coisas semelhantes cujo nome me escapa e que têm predilecção por homens muito mais jovens, de preferência musculados, entre os 20 e os 30 anos, segundo a descrição da Tabu desta semana.
Demi Moore, Madonna e Valerie Gibson são, entre muitos outros, nomes apontados como expoentes desta tendência que, em Portugal, tem em Maya uma conhecida representante.
Nada a opor. Cada um sabe de si e ninguém tem nada a ver com isso. O que me preocupa verdadeiramente é que, com estas e com outras, estreita-se o caminho. O meu, claro. Até porque trata-se de uma luta desigual.
Tal como as "cougar" gostam de homens mais jovens, eu também gosto de mulheres mais jovens. Só que as mulheres mais jovens já não olham para mim, até porque não uso botox, estou a ficar careca e os músculos já conheceram melhor forma, porque não frequento ginásios.
Logo - pensava eu -, restava-me o segmento das mulheres da minha idade ou mais velhas. Esta reportagem da Tabu mata, porém, qualquer boa expectativa. Sem as mais jovens e sem as da minha idade, resta-me pouco. Pouco? Nada, é o que é...
José Sócrates não morde, mas rosna. Não sou eu a dizer, que não sou dessas coisas. Ora leiam aqui.

(publicado ontem no Delito de Opinião)
O 25 de Abril tornou-se tão consensual, que deixou de ser apenas património da esquerda, por muito que a esquerda seja tão ciosa do feito e reivindique a sua exclusividade. Logo, também não pode ser a esquerda a única culpada pelo estado a que se chegou. Porque, queiramos ou não, as liberdades voltam a estar ameaçadas, a nossa sobrevivência individual e enquanto Nação volta a ser questionada, as conquistas obtidas têm muito mais de formal do que de substancial, andamos quase todos novamente cabisbaixos, a esperança de tempos melhores vai-se perdendo. Se os mais velhos vivem, ainda, marcados pelo salazarismo, a minha geração talvez viva marcada pelos anos da balbúrdia, pelas histórias mal esclarecidas do pós-Abril (que condicionam muito mais do que se julga, pelas conivências e cumplicidades que então se geraram em actividades ilícitas, com a aparência de luta política e que ainda hoje perduram). Há, por outro lado, uma geração de políticos que foi formatada na má escola das juventudes partidárias, para quem o poder é um fim, e que está agora na ribalta e não augura nada de bom. Culpa da esquerda. Culpa da direita. Culpa de todos nós, certamente, que em vez de tanto celebrarmos Abril, talvez devêssemos fazer um pouco mais de Abril todos os dias nas pequenas e nas grandes coisas. Mas isso sou eu a dizer, que não percebo nada do assunto.
Serei o único português que nunca viu o Jornal Nacional das sextas-feiras? Dizem-me que nem faço ideia do que perco. E, hoje, como foi? Manuela Moura Guedes voltou a sovar o nosso primeiro?
Nas últimas semanas, como que por acaso, tenho tido algumas conversas férteis. Inapelavelmente, vi-me regressar ao tempo em que fazia tudo pela notícia, o tempo em que corri riscos, em que desafiei os riscos, miúdo inconsciente, os olhos cintilantes de entusiasmo, caídos de cansaço na espera por uma fonte saída da madrugada, provocador, muitas vezes com medo - muito medo -, o medo que me fazia forte e me fazia dar passos em frente, às vezes em falso. Pela notícia e a verdade dela, uma vez ou outra violei as regras da deontologia, fui enganado, difamei e violei o segredo de justiça - visto pelo lado formal da coisa - fui arguido várias vezes, fui perseguido - por polícias e ladrões -, acossado, vilipendiado. Tive de dormir fora de casa, tive namoradas por causa disso - o sem abrigo em fuga dá sempre um cromo romântico, mesmo quando em vez de tocar piano, tecla na máquina de escrever -, tive obsessões por alguns casos enigmáticos que nunca descobri (os outros também não, valha-nos isso, por causa do ego).. Das conversas férteis das últimas semanas, regressou o espírito febril, a agitação, a vontade de vasculhar - aguenta aí, Joaquim Manuel, não te metas nessas coisas!, diz-me a vozinha. E eu respeito a vozinha, raios me partam, é mesmo por causa dos meus filhos, que podem precisar de mim e eu não tenho o direito de lhes faltar por causa dos entusiasmos cintilantes. Mas custa. Custa saber que fiz o percurso quase todo e que, agora, covardemente, recuso ir por aí adiante e escrever o livro onde se explicariam quase todas as perplexidades que condicionaram uma vida, que me desgraçaram o sono e me torturaram as artérias claudicantes. Fiquemos, então, assim, para dizer, apenas, que para perceber o país que somos, há que perceber o país que fomos no período pós-25 de Abril, com os atentados que são sabidos e as causas deles e, também, os que vão passando pelos pingos da chuva, mesmo quando parecem demolidos.
Quando vi o título do Correio da Manhã - «Teixeira da Mota no lugar de Câncio» -, senti um inexplicável sobressalto. Não havia razões e a coisa é simples: Câncio deixou o programa 'A Torto e a Direito' (TVI24) e vai ser substituída pelo advogado do Público. Afinal, Fernanda Câncio sempre tem amigos...
O jornal Portal Lisboa (www.portallisboa.net) teve a amabilidade de me convidar a participar numa colectânea de poesia. Convite declinado, porque não escrevo poesia. Mas fica aqui a divulgação para quem eventualmente se interesse.
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